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Insegurança nas estradas aumenta busca por transporte aéreo de cargas

Só no aeroporto de São José do Rio Preto (SP), quase 400 toneladas foram transportadas até novembro, 70% a mais do que em 2016.

A insegurança nas estradas brasileiras tem sido acompanhada de uma mudança no movimento dos aeroportos do interior de São Paulo. Aumentou o volume do transporte aéreo de cargas.

O roubo de cargas é uma ameaça constante para quem vive nas estradas. “Eles me amordaçaram, me colocaram um capuz na minha cabeça, para mim não identificar eles e esvaziaram o meu veículo. Depois me colocaram novamente no veículo deles, me largaram na estrada lá em Guarulhos”, conta um motorista.

“Está difícil hoje trabalhar. Qualquer lugar que vai é roubo, é assalto”, diz outro motorista.

O levantamento mais recente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostra que houve quase dez mil casos de roubos de cargas nas estradas do estado, número maior que no mesmo período de 2016.

Se nas estradas as cargas estão sujeitas aos roubos, empresários do interior tem procurado um jeito mais seguro de fazer com que as mercadorias cheguem ao destino. Diante dessas situações, saem os caminhões, entram os aviões. Essa mudança de comportamento fez com que o transporte aéreo de cargas decolasse em 2017.

Os produtos de uma empresa do setor médico e farmacêutico só viajam de avião. A decisão foi tomada depois de quatro roubos de carga em menos de um ano.

“Por serem medicamentos controlados, eles tem um alto índice de roubo e são usados em outros tipos de atividades. Então para a gente é muito importante e, na verdade, é regulado pela Vigilância Sanitária que a gente tenha o controle desses medicamentos enviados”, explica o empresário Kelvin Kaiser.

Em quatro dos sete principais aeroportos que fazem transporte de cargas no interior paulista o movimento de mercadorias cresceu. Só em São José do Rio Preto, quase 400 toneladas foram transportadas até novembro: 70% a mais do em 2016.

“Facilita para quem vai exportar, evita atrasos, o rastreamento pode ser melhor também, a mercadoria já pode sair desembaraçada da nossa região indo direto para um aeroporto hub e dali para o exterior. Então é um processo que é muito interessante para agilizar e criar produtividade maior na região das indústrias”, explica o despachante aduaneiro Márcio Marcassa Júnior.

Fonte: Jornal Nacional  – 28/12/2017

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