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Palavra do presidente: a falta de atenção aos custos de cada operação traz prejuízos

Em conversas com empresários no SETRANS e em várias  regiões do país é unânime a avaliação de que o valor do frete no mercado transportador continua defasado e muitos não conseguem fechar a conta. Ao longo dos anos a situação se agrava com a elevada concorrência. 

A preocupação é com o futuro das empresas do TRC. Por isso, neste espaço chamo todos para uma reflexão.     

Não é novidade que muitas empresas enfrentam sérios problemas financeiros, com o elevado custo do dinheiro e com o aumento dos impostos, combustível e dos demais insumos que compõem o frete.

E a situação se agrava quando os prazos de pagamentos chegam até a 120 dias. Nestes casos, se o cliente não arcar com o custo financeiro, deste que chamo de “empréstimo”, o transportador terá grande  prejuízo.   

Muitos ainda acreditam que caminhão rodando e armazém cheio são sinais de que os negócios vão bem. Mas, para ter certeza é melhor fazer a conta. Às vezes o caminhão parado é estratégico para evitar prejuízos. Em alguns casos o melhor negócio é deixar de atender um cliente que traz prejuízos.   

Como referência às empresas, recomendo verificar os índices de custos referenciais que medem a inflação do setor, elaborados pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (Decope), da NTC&Logística, que divulgamos regularmente.

O transportador  associado também pode contar com o consultor econômico do SETRANS,  que atende as empresas e atualiza os indicadores da evolução dos custos com base na região do ABC. 

Além disso, cada transportador precisa ter uma ferramenta para saber o real custo do frete de cada operação e não deixar de considerar sua margem, investimentos e despesas financeiras.

Pense em seu negócio, visando o futuro da empresa com preços justos que comportem os custos para oferecer operações com segurança e eficiência.

Marcel Zorzin, Presidente do SETRANS