O fim da jornada 6×1 e os desafios para o transporte rodoviário de cargas
A possibilidade do fim da escala 6X1 tem dominado as discussões no meio empresarial, sobretudo no setor de serviços. A alteração, em discussão no Congresso Nacional, através de vários projetos, preocupa o transporte rodoviário de cargas. Por isso, entidades do setor como o SETRANS, através da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), analisam os termos propostos, participam de reuniões e de conversas com parlamentares e com o governo.
Importante destacar que o transporte, por ser uma atividade essencial para a economia, precisa de um tratamento diferenciado para evitar efeitos negativos na sociedade.
Por isso, nas discussões do tema entram em pauta os impactos negativos das mudanças nos custos, emprego e competitividade no setor. Não podemos esquecer da falta de mão de obra especializada no setor, como na função de motorista, o que pode agravar e comprometer as operações de transporte e logísticas, com efeitos diretos nos custos.
Como alternativa, uma das medidas que tem sido apontada para a questão da jornada de trabalho é a negociação coletiva, ou seja, tratar o tema em uma Convenção Coletiva de Trabalho, entre empresas e sindicatos profissionais da mesma categoria, com acordos de validade legal e prevalência do negociado sobre o legislado.
Tal instrumento tem sido eficiente em vários temas, ao permitir que trabalhadores e empregadores ajustem as condições de trabalho às necessidades de cada setor, região e empresa, garantindo equilíbrio, segurança jurídica e respeito às particularidades de cada uma das atividades econômicas.
Neste tema, da jornada de trabalho, as entidades do setor continuam com o compromisso de contribuir para um debate com critérios técnicos e, sobretudo, para a proteção da sociedade brasileira.
Acompanhe o trabalho do SETRANS, neste e em outros assuntos, participando de nossas atividades.
Marcel Zorzin,
Presidente do SETRANS




